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Habitação
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| A promoção de uma maior
coesão social a nível local tem exigido a aposta estratégica do
Município, de modo que todos os cidadãos possam ter uma moradia
que lhes permita uma qualidade de vida condigna. Assim, o Município
prosseguiu em 2007 com o Programa Municipal "Mudar de Casa, Mudar
de Vida", abrangendo a edificação de novos fogos habitacionais,
a reabilitação do parque habitacional edificado e as intervenções
orientadas para a inclusão social dos residentes. |
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Construção de fogos a custos controlados, para arrendamento
social
No domínio da construção de fogos a custos controlados, para
arrendamento social, o ano de 2007 fica marcado pela aprovação
do novo projecto de arquitectura e respectiva abertura de concurso
público da Urbanização das Bétulas e pela conclusão das Urbanizações
das Austrálias e da Gábila.
Constituído por 30 fogos a custos controlados, a construção
da Urbanização das Bétulas, prossegue simultaneamente objectivos
de natureza social, urbanística e de mobilidade: realojamento
de dezenas de famílias de etnia cigana que desde 1974, e com
carácter provisório, se encontram a residir em condições de
gritante degradação junto à estação ferroviária da cidade; pontapé
de saída para um importante processo de requalificação urbanística
da zona poente da cidade e concretização das condições essenciais
para se dar inicio à construção do interface rodoferroviário,
infra-estrutura em falta e indispensável para tornar o transporte
ferroviário no concelho cada vez mais atractivo para todas as
camadas sociais e económicas.
O projecto aprovado procura ir de encontro às necessidades sociais
específicas destes agregados familiares e às raízes culturais
das famílias de etnia cigana, razão pela qual o mesmo prevê
a edificação de diferentes blocos habitacionais respeitando
a unificação dos diferentes agregados em torno dos três ramos
familiares actualmente existentes no "bairro" - as Famílias
de Lelo, Maximina e Amparo; o dimensionamento e compartimentação
dos fogos privilegiam a convivência familiar muito própria da
comunidade cigana, apresentando-se com salas amplas e cozinhas
incorporadas; programação das tipologias levando em linha de
conta a composição de cada um dos agregados familiares; criação
de diferentes superfícies de estadia e de enquadramento, evitando-se
a criação de situações de "guetização"; projecção da utilização
de dois pisos de um dos blocos, para o trabalho de assistência
social e de animação sócio-cultural, dada a absoluta necessidade
de um acompanhamento social permanente.
O preço base do concurso público foi de 1.850,000,00 € (IVA
não incluído), sendo que o critério da adjudicação das propostas,
conforme decorre da lei, foi de 60% para o Preço, 40% para a
Valia Técnica da Proposta (55% para a Memória Descritiva e Justificativa,
40% para o Programa de Trabalhos e 5% para a Nota Justificativa
do preço proposto).
De acordo ainda com o programa do concurso é de 365 dias o prazo
para a execução da empreitada, contado da data da sua consignação.
Ficaram concluídos em 2007 os 16 fogos constantes do Contrato
de Desenvolvimento de Habitação (CDH) celebrado com a firma
Empreiteiros Casais, S.A., que constituiu para o efeito o consórcio
"Empreiteiros Casais de António Fernandes da Silva, S.A." e
"Imotibães - Sociedade Imobiliária, Lda.".
Tratam-se de 12 moradias unifamiliares em banda, no lugar do
Outeiro, freguesia de Requião (Urbanização das Austrálias) e
4 fogos no Bairro de S. Vicente, em Gavião (Urbanização da Gábila).
Em Requião a operação urbanística desenvolveu-se num terreno
com 4.400 m2, onde foram implantadas duas bandas, de 6 moradias
unifamiliares cada, com dois pisos acima da cota de soleira.
O acesso ao empreendimento é feito através do arruamento existente
objecto de pavimentação, que contemplara faixa de rodagem, passeio
e baía de estacionamento.
Situada nas imediações do polidesportivo da Associação Desportiva
Bairrense e do Palácio da Justiça, a Urbanização da Gábila,
comporta quatro moradias unifamiliares em banda, com dois pisos,
todas de tipologia T3, implantadas num terreno com uma área
total de 772,5 m2.
Em ambos os empreendimentos os edifícios projectados regeram-se
por um conjunto de indicações específicas no ponto de vista
tipológico, ao nível do desenvolvimento programático dos fogos,
nos materiais e sistema construtivo, para além do cumprimento
óbvio pelos regulamentos e legislação geral aplicável.
As soluções preconizadas ao nível da organização funcional das
tipologias assentam na existência de espaços com caracterizações
distintas que obrigam a uma estrutura espacial razoavelmente
complexa, mas que se contém nos seguintes aspectos organizativos:
hall de distribuição, zona comum, zona de quartos.
A aquisição dos 16 fogos destes dois empreendimento serão suportados
por um empréstimo contraído junto do Instituto Nacional de Habitação
(INH) até ao montante máximo de 467.112.00 €, com uma bonificação
de 60%, pelo período de 20 anos, à taxa de juro indexada à data
da celebração do contrato à Euribor a 6 meses, com um spread
de 0,45% e cuja periodicidade de pagamento de juros e amortizações
será semestral.
O investimento global destes dois empreendimentos é de 997,288,00
€ (751,344,00 € - Urbanização das Austrálias / 245.944,00 €
- Urbanização da Gábila).
Recuperação do património habitacional e revitalização urbana
dos espaços exteriores
Em matéria de recuperação do património edificado e revitalização
urbana ao nível dos espaços exteriores, referência para a conclusão
das obras de Reabilitação do Complexo Habitacional de Lousado
e de Requalificação do Bloco Sul/Nascente do Complexo Habitacional
das Lameiras.
O Complexo Habitacional de Lousado que desde 1984, data do início
da sua ocupação, não sofria obras profundas de melhoramento,
ganhou uma outra funcionalidade em termos dos seus espaços exteriores,
viu travado o progressivo aspecto geral de deterioração, adquirindo
a totalidade dos seus fogos uma melhoria significativa da sua
qualidade habitacional.
Implicando um investimento total de 432.138,83 €, as obras de
requalificação deste grande aglomerado habitacional conduziu
à substituição integral das coberturas das habitações, reabilitação
de fachadas e dos muros de vedação dos logradouros, recuperação
do parque infantil, bem como à criação de três casas de lixo.
Visando a adaptação do antigo e desocupado Centro Social e Comunitário
das Lameiras a um conjunto de valências adequadas a receber
diversos serviços que a Associação de Moradores das Lameiras
detém em pré-fabricados situados a sul do complexo habitacional,
que necessariamente devem ser demolidos, a Câmara Municipal
aprovou o projecto de execução da Requalificação do Bloco Sul/Nascente
do Complexo Habitacional das Lameiras e atribuiu àquela associação,
para o efeito, um apoio financeiro de 150.000,00 €.
Com a conclusão desta empreitada vai ser possível à Associação
de Moradores das Lameiras libertar durante o ano de 2009 parte
dos pré-fabricados que vem ocupando desde 1983 e que inicialmente
serviram de estaleiro de apoio à construção da urbanização.
Será assim possível proceder à transferência da Secção de Pesca
Desportiva, Centro de Animação Juvenil, Grupo TELA e os serviços
de garagem e oficina.
Antes das obras de requalificação o bloco Sul/Nascente, propriedade
da Associação de Moradores das Lameiras, estava a ser parcialmente
utilizado, pelos serviços sociais de apoio ao Complexo Habitacional
e às freguesias de Antas e Calendário, instalações da Junta
de Freguesias de Antas e instalações de apoio ao desporto que
aí se irão manter, encontrando-se a restante parte devoluta.
Em matéria de recuperação do património edificado merece ainda
destaque, no decurso de 2007, a realização de um conjunto de
melhoramentos em inúmeros fogos espalhados pelos diferentes
edifícios de natureza social, retratados no quadro que se segue,
num investimento global de 143.391.75 €, a que se somam os realizados
directamente pela Associação de Moradores das Lameiras, naquele
complexo, no âmbito do Acordo de Colaboração celebrado com a
autarquia.
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| Edifício Varandas do Covelo |
Correcção de defeitos vários |
10.024,31 €
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| Urbanização da Cal |
Casa nº 8 |
3.194,10 €
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| Urbanização da Cal |
Casa nº 35 |
5.220,86 €
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| Urbanização da Cal |
Casa nº 52 |
4.700,06 €
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| Urbanização da Cal |
Casa nº 39 |
11.564,70 €
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| Urbanização da Cal |
Casa nº 12 |
15.142,43 €
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| Urbanização da Cal |
Casa nº 34 |
18.111,20 €
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| Urbanização da Cal |
Casa nº 20 |
5.026,34 €
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| Complexo Habitacional de Lousado |
Alimentação Eléctrica do Posto |
308,40 €
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| Complexo Habitacional de Lousado |
Gabinete de Apoio Social |
3.022,48 €
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| Complexo Habitacional de Lousado |
Casa nº 28 |
771,06 €
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| Complexo Habitacional de Lousado |
Casa nº 17 |
4.455,65 €
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| Complexo Habitacional das Lameiras |
Casa nº 129 |
15.919,58 €
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| Complexo Habitacional das Lameiras |
Casa nº 161 |
15.919,58 €
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| Complexo Habitacional das Lameiras |
Casa nº 48 |
11.498,03 €
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| Quinta do Passal |
Casa nº 115 |
5.113,50 €
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| Quinta do Passal |
Casa nºs 40, 99 e 107 |
2.903,25 €
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| Edifício do Poído |
R/C Esquerdo |
10.496,22 €
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TOTAL |
143.391.75€
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Apoio a Estratos Sociais Desfavorecidos
No ãmbito do apoio a estratos sociais desfavorecidos, a Câmara
Municipal no âmbito do Apoio a Estratos Sociais Desfavorecidos,
deliberou conceder a três famílias comparticipações financeiras
a fundo perdido, no montante de 5.000,00 € a cada uma, tendo
por objectivo a melhoria das condições básicas de habitabilidade
das suas residências: Beatriz Reis da Cruz Loureiro (Fradelos),
Aida da Silva Rodrigues (Telhado) e Virgínia Carvalho Mendes
(Vale S. Cosme).
Intervenção sócio-comunitária
Uma Politica Social de Habitação não pode resumir-se à construção
de novos fogos ou à reabilitação dos existentes. Tão ou mais
importante que este vector são as pessoas que residem nos complexos
de habitação do concelho e o acompanhamento social e permanente
das mesmas, é o traçar de planos e a realização de acções que
procure ir de encontro às diferentes necessidades e às diferentes
faixas etárias. Por essa razão a Câmara Municipal, através dos
serviços de Acção Social, actuando em diversas áreas, desenvolve
uma verdadeira política de intervenção sócio-comunitária.
No âmbito dessa intervenção, em 2007, nas Urbanizações da Cal
e Moinhos de Vento e, Complexo Habitacional de Lousado, foram
desenvolvidas diferentes actividades de carácter lúdico-recreativo,
formativo e sócio-educativo, dirigidas às diferentes faixas
etárias.
Assim pensando nas crianças e jovens foram dinamizados O.T.L.s
(Ocupação de Tempos Livres) nas pausas escolares e nos tempos
extra escolares, envolvendo 95 crianças e jovens; Colónias de
Férias com idas às piscinas municipais e à praia com uma participação
de 85 elementos; Dinamização de Centros de Estudo Acompanhados
com a frequência de 31 crianças e jovens; Acções de combate
ao abandono, absentismo e insucesso escolar; Acções de informação
e sensibilização; avaliação e tratamento dentário das crianças
até aos 10 anos, tendo beneficiado das consultas de medicina
dentária 42 crianças; Consultas de psicologia; Dinamização do
jardim-de-infância do CICAL, Acompanhamento e dinamização da
equipa de futebol da Urbanização Moinhos de Vento e Acompanhamento
e dinamização do grupo de dança "Meninas da Sede" do Complexo
Habitacional de Lousado.
Dirigido à população adulta referência para a realização de
acções de informação e sensibilização, nomeadamente "Educar
em Família", Doenças na primeira infância, alcoolismo, sexualidade
e inserção profissional; Cursos de Gestão Doméstica e de "Arte
Floral" com a participação de 27 formandos; Apresentação de
candidaturas a cursos de alfabetização e EFA (2º e 3º Ciclo)
no Complexo Habitacional de Lousado e Urbanização Moinhos de
vento e iniciação de um curso de alfabetização na Urbanização
da cal com 9 alunos; Acompanhamento dos moradores ao nível da
inserção e qualificação profissional e incentivo ao aumento
das suas habilitações escolares; motivação para o tratamento
de desintoxicação de alcoolismo e toxicodependência e acompanhamento
às consultas de 24 utentes; Consultas de Piscologia e encaminhamento
de utentes para integração em equipamentos sociais.
Em Outubro de 2007, deu-se inicio ao projecto "Projectar, Trabalhar"
destinado à população adulta dos complexos habitacionais, que
tem como objectivos gerais, promover até 2009, através de intercâmbio
a participação activa dos moradores das Urbanização Moinhos
de Vento, Cal e Complexo Habitacional de Lousado e, desenvolver
até 2010, um maior sentido de pertença ao local de residência.
Como objectivos específicos foi definido até Julho de 2008 aumentar
em 40% a participação activa dos beneficiários nas actividades
concelhias e até ao final do ano assegurar que 100% dos participantes
desenvolvam o nível de autonomia na realização de actividades.
São ainda objectivos específicos diminuir em 90% os conflitos
de vizinhança e aumentar em 90% o zelo pelos espaços comuns,
em cada um dos complexos habitacionais.
Paralelamente a todas estas actividades realizaram-se as habituais
comemorações de dias festivos como o Carnaval, Páscoa, Magusto
e Natal.
Gestão social do parque habitacional do Município
Nas preocupações da Câmara Municipal está sempre presente a
prossecução de uma acção governativa que assente nos princípios
da responsabilização, da participação e da proximidade das pessoas.
Orientada por este conjunto de princípios, a Câmara Municipal
deliberou em 2007 renovar o Acordo de Colaboração com a Associação
de Moradores das Lameiras e estabelecer uma parceria com a instituição
Recreio do João - Cooperativa de Solidariedade Social, C.R.L,
esta tendo como pano de fundo a Urbanização das Austrálias.
A renovação do Acordo de Colaboração com a Associação de Moradores
das Lameiras iniciado em 20 de Maio de 2004, implicou a transferência
da quantia de 8.972,00 €/mês para aquela instituição, como contrapartida
pela assumpção de um conjunto de obrigações.
Associado a um Plano Global de Acção, onde são discriminadas
as diferentes actividades e objectos a prosseguir nos âmbitos
da Intervenção Social e da Conservação e Reabilitação quer Habitacional,
quer das Infra-Estruturas, o desenvolvimento desta parceria
tem produzido importantes benefícios para os moradores quer
ao nível social, quer ao nível da manutenção do edificado, demonstrando
na prática uma boa gestão habitacional, dada a proximidade entre
a estrutura física e organizacional da Associação de Moradores.
Na verdade, a política social de habitação implementada, ao
não descurar a necessidade de também se orientar para uma mobilização
dos recursos económicos e sociais, para o envolvimento de todos
os actores e para a descentralização da responsabilidade na
implementação das acções, tem conseguido resultados extremamente
positivos, como o revelam os sucessivos Relatórios anualmente
apreciados pelo executivo.
Assim, em 21 de Março de 2007, a Câmara Municipal tomou conhecimento
do Relatório Final das Acções desenvolvidas em 2006. Dividido
em dois sectores, o relatório dá conta das obras de Conservação
e de Reabilitação efectuadas e do trabalho desenvolvido ao nível
da Intervenção Social.
Em termos de Obras de Conservação e de Reabilitação, no ano
de 2006, foram sinteticamente, concluídas as obras de levantamento
e impermeabilização dos patamares nºs 8 e 9, entre as casas
101 à 115 e 116 à 130, contemplando 30 habitações, obras que
implicaram ainda a revisão total dos tubos de queda de águas
pluviais e pintura das respectivas fachadas; Diversas intervenções
de reparação de pequenas avarias nas tubagens de água e sistema
colectivo de TV; Substituição integral das canalizações em 12
fogos propriedade do Município; Reabilitação do Parque Infantil,
num investimento total de 38.734,00 € + IVA, Manutenção dos
dois elevadores de acordo com o previsto e alargada a sua utilização
(cerca de 90 famílias dos pisos superiores) e Substituição de
placas do sistema exterior de "bardage" do edifício.
Já ao nível da Intervenção Social, realce para os 409 Atendimentos
no Gabinete Social a cerca de 137 famílias; as 42 Visitas a
32 casas do Complexo Habitacional; Trabalho de sensibilização
ambiental com os moradores; Distribuição do folheto sobre a
"Igualdade de Oportunidades de Género"; Actualização dos ficheiros
nos fogos de arrendamento; Acompanhamento de situações de vulnerabilidade
económica, social e até afectiva; Trabalho porta a porta com
alguns moradores a fim de os persuadir a colocarem os lixos
nos espaços comuns; Promoção de diversas acções de carácter
cultural e recreativo nas quais se procurou incentivar a participação
dos moradores e o intercâmbio com outros bairros e instituições;
Consciencialização dos moradores para o pagamento da renda,
sobretudo através das publicações no boletim cultural e 26 Atendimentos
com a finalidade de regularizarem as rendas.
Cifraram-se em 113.642,24 € o total das despesas, tendo sido
de 106.080,00 € o montante das transferências financeiras da
autarquia.
Destinada ao desenvolvimento de uma intervenção integrada junto
dos moradores na Urbanização das Austrálias, situada na freguesia
de Requião, que conduza a uma adequada gestão habitacional daquela
urbanização e a uma resolução célere e eficaz dos problemas
sociais e económicos da sua população, a parceria estabelecida
com o Recreio do João - Cooperativa de Solidariedade Social,
C.R.L, traduziu-se na celebração de um Acordo de Colaboração
com a durabilidade de um ano, renovável, obrigando em síntese
aquela Instituição a identificar os agregados familiares, que
careçam de apoio económico ou acompanhamento especial, encaminhando-os
para as entidades responsáveis e ou vocacionadas para a sua
resolução, nos casos em que extravase o âmbito ou a capacidade
das suas competências e atribuições próprias; promover acções
de esclarecimento, acompanhamento e integração sócio-económica
dos moradores; assumir-se como entidade mediadora entre as necessidades
da comunidade e os diversos serviços e instituições, no sentido
de valorizar os direitos de cidadania; desenvolver acções da
comunidade através da articulação entre as actividades sociais,
culturais, de formação, que facilite a criação de projectos
locais de desenvolvimento; dinamizar acções que fomente a participação,
favoreça a expressão directa da população activa, sensibilizando-a
para a constituição de uma associação de moradores e apoiar
a Câmara Municipal no sentido de se desenvolverem acções, junto
dos arrendatários, de forma a não existirem dívidas por parte
destes em relação autarquia.
Nos termos do mesmo Acordo de Colaboração, compete à Câmara
Municipal aprovar, fiscalizar e avaliar a execução das actividades
da Recreio do João, exercidas no quadro das suas atribuições
previstas neste Acordo, prestar todo o apoio técnico sempre
que solicitado e transferir anualmente um apoio financeiro de
24.000,00 € para a concretização e desenvolvimento das acções
protocoladas.
Cooperação institucional na área da habitação
A complexidade e a dinâmica exigida na Habitação Social, recomenda
que, ressalvando a necessária autonomia de cada Município, não
sejam esquecidas as experiências vivenciadas, importando reforçar
a colaboração e a cooperação institucional, também neste domínio,
um vector que a autarquia tem prosseguido insistentemente.
Merece, assim, aqui destaque no ano de 2007 o envolvimento da
autarquia no Seminário de Habitação Social Municipal "Casas
à Medida, Moradas de Afectos", 2º Congresso de Habitação Social,
Seminário de Habitação Social Municipal "Boas Práticas de Integração
Social em Portugal e na Europa" e a visita de uma comitiva da
Câmara Municipal de Paços de Ferreira.
A Câmara Municipal, na qualidade de membro da Direcção da Associação
Portuguesa de Habitação Municipal (APHM), integrou a organização
do Seminário de Habitação Social Municipal "Casas à Medida,
Moradas de Afectos" que decorreu no dia 26 de Janeiro, no Auditório
principal da Universidade de Évora.
Do vasto programa do seminário destacaram-se as temáticas da
"Renda Apoiada", "Gestão Social e Gestão Habitacional" e "Realojamento
em Zonas Problemáticas".
A APHM, de que o Município se tornou associada em 2003, é uma
organização que integra os serviços municipais promotores de
habitação social, e que tem como principal objectivo a troca
de experiências e, a partir delas, a implementação de uma política
de habitação social municipal de qualidade que promova o bem
estar entre os cidadãos mais carenciados.
Organizado pela CECODHAS.P - Comité Português de Coordenação
da Habitação Social (Associação sem fins lucrativos que representa
o sector da Habitação Social em Portugal, agregando no seu conjunto
mais de 800 entidades públicas e privadas), o 2º Congresso de
Habitação Social decorreu nas instalações do Hotel dos Templários,
em Tomar, nos dias 12 e 13 de Março.
Nesta sua segunda edição, o Congresso debruçou-se sobre o tema
geral "A Sustentabilidade da Habitação Social", contemplando
diferentes espaços de reflexão e debate sobre esta matéria e
suas distintas especificidades, numa abordagem mais teórica
e generalizada, nas sessões plenárias, e mais técnica e pormenorizada
no decorrer dos Workshops.
As matérias em debate abordaram as seguintes temáticas:
- Evolução legislativa na União Europeia em matéria de habitação
social;
- Critérios de sustentabilidade ambiental de reabilitação de
Bairros Sociais - Tomada de decisão e gestão geral de processos;
- Justiça social no acesso à habitação - Promoção e gestão das
mobilidades;
- Metodologias de intervenção em áreas urbanas de vulnerabilidade
crítica - Modelo de gestão e governança;
- Eficiência energética na construção e reabilitação do edificado
- Soluções técnicas e compromissos;
- Arquitecturas financeiras - Conjugação de fontes de recursos;
- Gestão das Necessidades - Impacto das alterações demográficas;
- Perspectivas para o futuro.
A Câmara Municipal foi convidada a moderar o workshop dedicado
ao tema "Arquitecturas Financeiras - Conjugação de Fontes de
Recursos".
Organizado pela APHM o Seminário de Habitação Social Municipal
"Boas Práticas de Integração Social em Portugal e na Europa"
teve lugar no dia 23 de Novembro de 2007, na cidade de Tavira,
contando com a presença de oradores internacionais como Jan
Johansson, Director do Skärholmen City District, Estocolmo,
Suécia e Walter Weiland, responsável pelo projecto Wien 23 dinamizado
pela Sozialbau, Viena, Áustria, foram abordadas as temáticas
dos apoios sociais em rede na integração da Habitação Social
e Estratégias para a integração social.
"A integração social, os pilares de integração e a rede de apoios
sociais interligados entre si", "A evolução do paradigma da
Habitação Social em Braga, "A integração de imigrantes num projecto
de sucesso" e "Bairros de transição - eficácia e resultados",
foram o objecto das intervenções produzidas.
Depois das Câmaras Municipais de Fafe, de Vizela e de S. João
da Madeira, em 2007 a Politica Social de Habitação prosseguida
pelo Município famalicense voltou a ser objecto de "visita".
No dia 26 de Fevereiro, uma delegação do Município de Paços
de Ferreira, chefiada pelo Dr. António Coelho, Vereador da Habitação
Social, visitou o Complexo Habitacional das Lameiras, com o
objectivo de conhecer o modelo de gestão deste complexo em matéria
de acompanhamento social, manutenção e reabilitação do património
edificado e, muito em especial, a partilha de responsabilidades
dessa gestão entre a autarquia famalicense e a Associação de
Moradores das Lameiras a qual se encontra vertido num Acordo
de Colaboração, assinado em 20 de Maio de 2004, objecto de sucessivas
renovações.
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