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Evolução
da Economia Internacional
No primeiro semestre de 2007,
a economia mundial teve um forte crescimento, sustentado pelo
elevado dinamismo das economias emergentes, nomeadamente a China
e a Índia, e pelo prosseguimento do crescimento significativo
da União Europeia. Contudo, o crescimento das economias avançadas
(2,3 %) foi inferior ao verificado em 2006 (3,1%), como resultado
do abrandamento económico dos Estados Unidos da América.
Na trajectória da economia mundial, podem ser caracterizadas
três tendências distintas. Nas economias asiáticas emergentes,
o crescimento da actividade economia prosseguiu a um ritmo elevado:
No segundo trimestre de 2007, a variação homóloga do PIB na
China e na Índia foi de 11,9% e de 9,3%, respectivamente. De
uma forma geral, as perspectivas da evolução económica dos países
asiáticos emergentes são francamente positivas, sustentadas
pelo crescimento das exportações e pelo dinamismo da procura
interna.
Após o forte crescimento ocorrido no final de 2006, a economia
da União Europeia manteve um ritmo de expansão em 2007. As perspectivas
da evolução económica na União Europeia são favoráveis, baseadas
no dinamismo da procura interna e externa.
Por fim, a economia norte-americana apresenta uma perspectiva
menos optimista, manifestando os efeitos do abrandamento do
mercado de habitação sobre o investimento e o consumo privado.
A tendência agravou-se com o aumento das dificuldades mo mercado
de crédito hipotecário, que provocaram a quebra de liquidez
e a reavaliação generalizada do risco nos mercados financeiros.
Esta situação levou a uma intervenção das principais autoridades
monetárias, nomeadamente da Reserva Federal dos Estados Unidos
da América e do Banco Central Europeu.
Apesar dos problemas que persistem nos mercados financeiros
mundiais, perspectiva-se o prosseguimento de um crescimento
sólido, embora moderado, da economia mundial, dado que o abrandamento
dos Estados Unidos da América será compensado pelo dinamismo
das economias emergentes, nomeadamente as da Ásia, e em menor
medida da União Europeia.
Para 2008, as perspectivas da evolução económica para a União
Europeia são favoráveis, apesar das repercussões do abrandamento
económico norte-americano. A manutenção de bons níveis de confiança
e a evolução favorável do mercado de trabalho deverão suportar
uma consolidação da procura interna e consequentemente um crescimento
sustentado do PIB no espaço da União Europeia.
Quanto à evolução do índice de preços, note-se uma evolução
moderada da inflação nas economias avançadas, apesar do aumento
dos preços das matérias-primas, nomeadamente do petróleo.
Portanto, as perspectivas da evolução económica internacional
são globalmente favoráveis, não obstante a incerteza nos mercados
financeiros, a persistência dos desequilíbrios mundiais e o
possível aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.
Evolução da Economia Portuguesa
Em 2007, a economia portuguesa deverá ter um crescimento de
1,8%, resultado do incremento das exportações e da recuperação
do investimento privado. O consumo privado teve um crescimento
bastante moderado, o que se explica pela evolução do mercado
de trabalho e pelo impacto do aumento das taxas de juro no rendimento
das famílias. A despesa pública teve um crescimento real negativo.
Este padrão de crescimento, sustentado pelo dinamismo das exportações
e pela recuperação do investimento privado, poderá contribuir
para uma consolidação acrescida das bases da economia nacional.
Contudo, a diferença de crescimento em relação à União Europeia
deverá manter-se, embora deverá estreita-se, passando de 1,5%
para 0,7%.
A recuperação do mercado de trabalho tem sido lenta em relação
á recuperação da economia em geral, devendo a taxa de desemprego
em 2007 ficar-se nos 7,8%.
No final de 2007, a taxa de inflação a nível nacional deverá
apresentar um valor na ordem dos 2,3%.
O aumento de incerteza na economia mundial, resultado dos problemas
existentes nos mercados financeiros, pode ter repercussões na
evolução da economia portuguesa em 2008, quer através da procura
interna, quer através de uma possível inibição do crescimento
do consumo privado.
O crescimento do PIB em 2008 deverá ser de 2,2%, prevendo-se
que evidencie um diferencial positivo, embora ligeiro, em relação
à média dos países da área do euro. O crescimento assentará
sobretudo no investimento privado, no retorno do investimento
público e na manutenção das exportações.
Para 2009, está prevista uma evolução positiva do mercado de
trabalho. O acréscimo do emprego decorrerá simultaneamente com
a redução da taxa de desemprego, que deverá fixar-se no valor
de 7,6%.
A taxa de inflação prevista no Orçamento Geral do Estado é de
2,1%, considerando que não se antevêem riscos de forte subida
dos preços.
Política Macroeconómica do Governo da República para 2008
A política macroeconómica do Governo da República para 2008
tem como um dos seus principais objectivos a redução do défice
orçamental para 2,4%, colocando o País em consonância com as
exigências do Pacto de Estabilidade e Crescimento da União Europeia.
Quanto à evolução da dívida pública, prevê-se uma redução de
64,4% em 2006 para 64,1% em 2007.
A consolidação orçamental baseou-se na contenção da despesa
pública e na melhoria da cobrança das receitas públicas, resultado
do alargamento da base fiscal e da melhoria da eficiência da
administração tributária.
Na perspectiva do Governo, a Estratégia de Lisboa renovada deve
constituir uma referência fundamental para a modernização do
País, assente nos pilares da competitividade, da coesão social
e da sustentabilidade ambiental, orientando a definição das
políticas públicas nacionais.
Neste sentido, as reformas estruturais concretizam uma opção
política do Governo no sentido de melhorar a sustentabilidade
das finanças públicas. Para além das consequências a curto prazo,
o Governo pretende uma utilização mais eficiente dos recursos
públicos, a melhoria da sua gestão e o reforço da qualidade
dos serviços públicos.
No âmbito da reforma da Administração Pública, após a reestruturação
orgânica da Administração Central do Estado, o Governo propõe-se
prosseguir com a reforma do modelo de gestão dos recursos humanos,
nomeadamente através do novo regime de vinculação, carreiras
e remunerações e no sistema de avaliação do desempenho dos serviços,
dirigentes e trabalhadores. Pretende-se igualmente a redução
dos custos de contexto com implicações no desenvolvimento da
iniciativa privada.
O Orçamento Geral do Estado para 2008 preconiza um conjunto
de medidas orientadas para desenvolvimento das pequenas e médias
empresas, visando a recuperação sustentada do crescimento económico
do País.
Para 2008, o Governo pretende desenvolver políticas orientadas
para os cidadãos que permitam assegurar um adequado nível de
protecção individual e familiar, particularmente direccionadas
para o combate a situações de exclusão social, o apoio aos idosos
e o incentivo à natalidade.
Política do Governo da República na área das Autarquias Locais
para 2008
A modernização, reforço e qualificação do Poder Local, aos seus
diversos níveis, constitui uma das prioridades políticas enunciadas
pelo Governo da República.
Em 2008, o Governo pretende concretizar o processo de descentralização
de novas competências para os Municípios nas áreas da Educação,
Acção Social e Saúde.
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