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Mensagem do Presidente da Câmara Municipal
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Fortalecer
o rumo do Município.
Modernizar Vila Nova de Famalicão.
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O ano de 2007 não será fácil para o Município
de Vila Nova de Famalicão e para a generalidade dos Municípios
portugueses. Com efeito, a nova Lei das Finanças Locais, já
aprovada na generalidade na Assembleia de República, implica
um conjunto de novos desafios para o Poder Local.
A Constituição da República Portuguesa, um dos legados mais
significativos da Revolução de 25 de Abril de 1974, que restituiu
a Liberdade aos Portugueses, estabelece claramente que os Municípios
são formas autónomas da organização política das comunidades
locais.
Os órgãos de soberania da República têm o dever de respeitar
o princípio da autonomia local, que assenta na liberdade de
condução das políticas públicas autárquicas, por decisão dos
seus órgãos próprios, mediante responsabilidade própria, sem
interferência governamental, mediante prestação de contas perante
os cidadãos em eleições periódicas.
A nova Lei das Finanças Locais pode constituir uma oportunidade
para uma mudança de paradigma do Poder Local, encarando os Municípios
como pedras angulares do desenvolvimento sustentável das comunidades
locais que representam, mediante uma gestão financeira cada
vez criteriosa e responsável.
Vila Nova de Famalicão é uma comunidade com uma história secular,
baseada em valores que determinam uma identidade colectiva que
respeita a tradição herdada das gerações passadas, mas que valoriza
igualmente o progresso e a modernidade.
Actualmente, Vila Nova de Famalicão é um dos principais pólos
de desenvolvimento do País nos domínios económico, social e
cultural. Dispõe de um tecido empresarial competitivo e de uma
sociedade civil dinâmica. Dispõe igualmente de um Poder Local
profundamente empenhado no desenvolvimento sustentado e coeso
a nível local.
Se a nova Lei das Finanças Locais representa um desafio para
o Poder Local, a definição do Quadro de Referência Estratégica
Nacional (2006-2013) constitui uma oportunidade histórica para
consolidar a trajectória do desenvolvimento do nosso concelho.
Uma oportunidade que exigirá um empenho mais forte do Município,
das Freguesias e das organizações da sociedade civil na consolidação
de uma estratégia de desenvolvimento que contribua para fazer
de Vila Nova de Famalicão uma referência de progresso a nível
nacional, ibérico e europeu.
Em 2001, o projecto político que então apresentei marcava um
novo rumo e apontava as grandes metas para o futuro de Vila
Nova de Famalicão: recuperar a credibilidade do Município, apostar
num novo modelo de desenvolvimento local baseado nos valores
do progresso económico, da justiça social, da sustentabilidade
ambiental e de uma governação autárquica participativa e eficiente.
Hoje, com esta proposta das Grandes Opções do Plano e Orçamento
para 2007, consolidamos esse caminho.
Com a implementação das Grandes Opções do Plano e Orçamento
para 2007, pretendemos que a comunidade famalicense possa aceder
a níveis mais elevados e sustentáveis de desenvolvimento.
Pretendemos fortalecer a credibilidade do Município, consolidando
as finanças públicas municipais.
Pretendemos apostar em políticas rigorosas e direccionadas para
a solução dos pontos críticos que condicionam o desenvolvimento
do concelho e a sua capacidade de atrair recursos internos e
externos.
Pretendemos assumir os desafios da competitividade, através
do apoio à modernização do tecido empresarial e da redução dos
custos públicos de contexto, de modo a tornar o concelho cada
vez mais atractivo para o investimento, a geração de riqueza
e a criação de emprego.
Pretendemos reforçar a coesão social, através da promoção da
igualdade de oportunidades para todos, do aprofundamento da
inclusão social e do reforço da educação e qualificação dos
Famalicenses numa óptica de aprendizagem ao longo da vida.
Pretendemos consolidar a qualificação do território, através
da promoção de um melhor ordenamento do território, da valorização
do meio ambiente e da redução das assimetrias de desenvolvimento
no interior do concelho.
Pretendemos aumentar a eficiência da governação autárquica,
privilegiando a qualidade dos serviços públicos prestados pelo
Município e o reforço das parcerias com as Freguesias e a sociedade
civil.
O rigor e a responsabilidade são valores transversais que continuarão
a estruturar a visão de governação que preconizamos para o Município,
cujo futuro está permanentemente em construção.
Uma governação rigorosa, porque acreditamos que a gestão criteriosa
dos recursos públicos é uma condição essencial para o desenvolvimento
sustentado do concelho e do País em geral.
Uma governação responsável, orientada para o futuro das novas
gerações e, como sempre, em nome de Vila Nova de Famalicão.
Uma governação que contribua para que os Famalicenses sintam
cada vez mais orgulho na sua identidade, maior ambição no seu
presente e maior confiança no seu futuro colectivo.
Vila Nova de Famalicão, 17 de Novembro de 2006.
O
Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão
Armindo
Borges Alves da Costa, Arq.
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