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Património Edificado - Património Religioso
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Alminhas
 
“Alminhas Roubadas” - Abade de Vermoim

Na freguesia de Abade de Vermoim no lugar da Aldeia Nova encontram-se estas alminhas cuja construção data de 1742.
A denominação de "Alminhas Roubadas", provém do facto de as mesmas terem sido retiradas do local da sua fundação.
Apresenta um nicho em granito, com abóbada em meio canhão. A cruz cimeira é trilobada e está ladeada por duas pequenas pirâmides. Tem gradeamento com um sistema de segurança pouco comum.
O painel é em madeira, apresentando as seguintes imagens:
- Cristo a caminho do calvário.
- Figuras humanas no meio das chamas, distinguindo um bispo.
 
Oratório do Sr. dos Aflitos – Santiago da Cruz

À face da EN14 na freguesia de Santiago da Cruz, encontra-se este oratório em honra do “Senhor dos Aflitos”. Trata-se de uma estrutura em granito trabalhado, de construção proto-rectangular, assente num parapeito de perfil arredondado onde se inscreve um nicho, com vão recortado em arco contracurvado ladeado por duas falsas pilastras, salientes, e decoradas, dos dois lados, por dois pares de pequenas aletas que acentuam as extremidades, é encimado por um frontão com decoração em figuras helicoidais, que suporta uma decoração escultórica constituída por linhas paralelas ao arco do vão, acentuando-o, encimado por uma cruz do tipo calvário. O nicho alberga um crucifixo em madeira protegido por uma bonita grade em ferro.
 
Capelas
 
Capela de S. Gonçalo (ou das Almas) - Cavalões

A capela caracteriza-se pela sua arquitectura religiosa setecentista, de estrutura mista, com paredes em alvenaria irregular, com arcaria, cunhais e guarnecimentos dos vãos em cantaria bem aparelhada. Tem como patronos S. Gonçalo e o Senhor da Boa Fortuna.
É constituída por duas naves separadas por dois tramos de arcos formeiros. Os altares, um em cada nave, têm como única separação física do restante corpo da capela uma plataforma corrida de cantaria, sendo o acesso efectuado por escadaria de três degraus.
As paredes laterais estão guarnecidas simetricamente por um vão de porta rectangular e por um janelão, também rectangular, próximo da cabeceira que ilumina a zona dos altares. Na parede norte, junto à plataforma do altar-mor, abre-se em vão rectangular a porta e comunica com a sacristia, constituindo um volume rectangular, mais baixo, com telhado de três águas.
 
Capela de Nossa Senhora da Lapa – Vila Nova de Famalicão

Na cidade de Famalicão, mais propriamente no Largo Tinoco de Sousa e Rua Álvaro de Castelões, encontra-se a capela dedicada a Nossa Senhora da Lapa que é da jurisdição da paróquia, com uma área coberta de 208,3m2.
A Capela foi construída no séc. XVI sob invocação de S. Sebastião. É muito natural que a sua construção esteja relacionada com as pestes. Como é sabido S. Sebastião é o advogado da peste.
O interior, desde 21 de Novembro de 1997, apresenta-se com uma fisionomia bastante diferente, porque foi convertido em museu de arte sacra. No entanto, ainda dispõe dos mesmos espaços que existiam quando havia culto. Assim, há a nave com coro alto e o púlpito, e capela-mor com presbitério.
De realçar ainda, a existência nesta capela do Arquivo Paroquial pertencente à Igreja Matriz Velha.
 
Capela de S. Lourenço - Lousado

Na freguesia de Lousado, no lugar da Garrida, junto do Rio Ave ao lado do tabuleiro da Ponte da Lagoncinha encontramos esta capela dedicada a S. Lourenço, que se encontra tutelada pela Paróquia local.
Apresenta um alpendre apoiado em quatro colunas de granito, cujo forro é em madeira. A porta axial apresenta um vão de volta não apontada, que é bem conseguido através de aduelas em granito. O cornijamento é linear e sobre as empenas há duas cruzes quase de feição latina, cada uma ladeada por duas pirâmides boleadas. Segundo alguns autores, as origens desta capela podem ser datadas do Séc. XVI.
O dia litúrgico é o dia 10 de Agosto e é celebrado com missa campal junto da ponte e procissão.
 
Capela de S.Paio - Cabeçudos

Esta capela localiza-se na freguesia de Cabeçudos num largo plano, em frente ao portão da Quinta de S. Paio, já não souto de castanheiro e carvalho, mas transformado agora em olival.
Tem como patrono o mártir de Córdova, cuja devoção esteve muito espalhada na Europa e chegou até Portugal, onde teve honras de padroeiro em muitas igrejas paroquiais e capelas. A sua construção data dos fins do séc. XVI. De reduzidas dimensões apresenta uma entrada na frontaria e na parede do lado poente. Tinha um óculo (mais tarde tapado), enquanto na parede do lado nascente apresenta uma fresta.
 
Capela de S. Roque – Riba de Ave

No Monte de S. Roque em Riba de Ave fica a capela com o mesmo nome, antigamente designada de Ermida de S. Roque.
Tem a fachada principal voltada a Norte e apresenta um frontão em dois lanços, ladeados por duas urnas em forma de fogaréus e encimado por uma cruz de feição quase latina e trilobada. O portal axial, de estrutura simples, tem a seu lado duas pequenas janelas.
O interior apresenta uma estrutura constituída por corpo e presbitério. O corpo tem o pavimento com lajes graníticas, tecto em caixotões de madeira e um silhar com 1,46 m de altura, formado por azulejos policromáticos.
Esta capela foi mandada construir pelo Padre Manuel de Quadros e tem a data de 1606, mediante licença, vedoria e auto de doações de terras feitas á instituição. A festa de S. Roque é no dia 16 de Agosto e no dia 25 de Dezembro.
 
Capela de Santa Catarina - Cabeçudos

Na freguesia de Cabeçudos, no lugar de Santa Catarina encontra-se esta capela, dedicada à virgem e mártir de Alexandria. A sua imagem está sobranceira ao altar-mor, com a palma do martírio numa das mãos. Não se conhece a data da sua fundação, mas é anterior a 1751, dado já ser referenciada em documentos desse ano.
Inicialmente, não tinha o aspecto e a dimensão que hoje tem. Era pequena, em forma rectangular, com um só corpo, de aspecto pobre. Sobre a entrada principal, rematado à frente, tinha um alpendre (telheiro), que cobria o chão lageado onde se abrigavam as pessoas que não cabiam lá dentro.
Foi restaurada e ampliada em 1918, sendo seu benfeitor o Sr. Domingos Pereira e sua esposa D. Felicidade de Oliveira, cujos nomes se encontram gravados numa lápide, colocada no frontispício.
 
Capela de Santo António - Antas

Situada na Rua Alves Roçadas na freguesia de Antas, ocupa um espaço de 196 m2, desde 1924, ano da sua reconstrução no local actual. Esta capela encontrava-se originalmente implantada na “Devesa da Feira” (antigo campo Mouzinho de Albuquerque).
O edifício assume a forma rectangular cujo aparelho é constituído por alvenaria à vista.
A fachada apresenta um janelão, cornijamento em granito sobre o qual assentam duas urnas. Possui torre sineira na empena em três lanços, sendo o último na forma de pirâmide hexagonal.
O interior possui capela-mor e sacristia, existe um altar-mor e dois colaterais que apresentam talha neoclássica. A toda a volta do interior está um silhar, de 1,60 m de altura, constituído por azulejos dos finais do século XVII.
 
Capela de Santo António – Santiago da Cruz

Na freguesia de Santiago da Cruz, no lugar de Pousada encontra-se esta Capela dedicada a Santo António, que é pertença da paróquia.
Ocupa um total de 62,90 m2 aos quais se acrescenta um alpendre com cerca de 23,5 m2.
Maioritariamente apresenta a utilização do granito na sua construção. O alpendre encontra-se apoiado em duas pilastras, seis colunas afuniladas e duas mísulas.
Sofreu em 1989 um restauro importante ao nível de toda a estrutura do edifício. No que respeita à decoração do interior convém referir a sua riqueza. O altar-mor apresenta talha barroca nacional séc. XVIII. No interior podem encontrar-se pinturas a óleo, têmpera e marmoreado de diferentes épocas.
De destacar ao nível da imaginária, uma escultura de Santo António dos finais do séc. XVI ou princípios do séc. XVII, um S. Joaquim do séc. XVIII e imagens de Santa Ana, Nossa Senhora e do Menino Jesus, todas do séc. XVIII.
 
Capela de Santo Estêvão - Bairro

Na freguesia de Bairro, no lugar de S. Fins, encontra-se a capela de Santo Estêvão. É propriedade da paróquia e possui uma área coberta de 91 m2.
É de arquitectura simples tendo no cimo da empena, um campanário. O seu interior é de desenho tradicional, com nave, capela-mor, arco cruzeiro e coro-alto. A imaginária existente no interior é maioritariamente do século XVIII.
O pavimento é em soalho, e o tecto é também de madeira em forma de masseira. De assinalar a existência de cruzes inscritas nas paredes, as quais testemunham a existência de uma via-sacra. No dia 13 de Fevereiro celebra-se a festa religiosa.
 
Capela do Bom Jesus - Avidos

No lugar de Penso, na freguesia de Avidos, está esta capela dedicada ao Bom Jesus. Ocupa uma área de 26 m2, e pertence à paróquia. É construída em alvenaria sem reboco. A porta principal e as duas janelas tem dimensões reduzidas. No interior o tecto em forro, assume a forma de masseira.
O imóvel poderá datar-se do século XVII, tendo por base a doação feita por António Gonçalves e sua mulher em 1688. O altar-mor é muito singelo e a sua talha apresenta características do século XVIII.
 
Capela de S. Marçal - Esmeriz

No lugar de S. Marçal na freguesia de Esmeriz, encontra-se a capela com o mesmo nome. A sua construção data do séc. XV. Existem diversas referências à mesma desde tempos imemoriais. No livro de visitações há três capítulos referentes a esta ermida, deixados de 1625 a 1627, um em cada ano.
Nas Memórias Paroquiais, de 1758, escreve-se que; “esta capela era da freguesia, aonde concorria povo bastante das paróquias vizinhas no dia da sua festividade”, que era a 7 de Julho.
A esta capela deviam concorrer muitos devotos das freguesias vizinhas e lá deviam dirigir-se muitos clamores ou votos das limítrofes e até das distantes, feitos antigamente pelos antepassados perante a ameaça de secas, de chuvas, de pestes ou terramotos. Assim, da freguesia de Ribeirão consta já, em 1709, que havia oito procissões durante o ano.
 
Capela do Senhor do Monte - Louro

Situada na freguesia do Louro, esta capela possui uma inscrição no lintel da porta principal, que documenta a construção do edifício no ano de 1648.
É dedicada ao santo Ovídio, tem a porta principal voltada a Sul. Ocupa uma área de 157 m2, tanto para a capela propriamente dita, como para o alpendre, sacristia e salas.
Apresenta um desenho simplista com alguma cantaria. O interior tem um só corpo, entre o presbitério e o espaço reservado aos fiéis, há um desnível mediante três plataformas.
Possui coro-alto, e merece destaque o retábulo do altar-mor, em talha barroca nacional.
 
Cruzeiros
 
Cruzeiro de Penso - Avidos

Na freguesia de Avidos, no lugar de Penso, encontra-se este cruzeiro, constituído por uma cruz sobre um pedestal. A data de construção é desconhecida. Uma das particularidades notáveis deste cruzeiro está na decoração exuberante que apresenta, toda com motivos da paixão. Assim, na face principal e na haste superior, apresenta, de cima para baixo, a tabuleta, correspondente ao titulus, a tabuleta branca que era usual ser pendurada do pescoço com a indicação da causa da condenação, e, logo a seguir, a coroa.
Ainda na face principal e na haste inferior estão esculpidos o azorrague, a coluna do suplício e o galo. Nas hastes laterais, e da esquerda para a direita para quem está voltado para o cruzeiro, estão esculpidos o cálice e os cravos na haste esquerda, e cravos e o que julgamos ser um recipiente de fel na haste da direita. No cruzamento dos elementos componentes da cruz, o vertical (o staticulum) com o horizontal (o patibulum) está representado o pano de Lázaro.
O cruzeiro originalmente estava junto à Capela do Bom Jesus de Penso e devido ao alargamento da Rua Comendador José da Costa Oliveira, por volta de 1975, foi mudado para o actual lugar.
 
Cruzeiro Maneirista - Joane

No centro da Vila de Joane, na confluência da Av. 25 de Abril, Av. Pedro Hispano, e R. Santa, situa-se este cruzeiro alinhado com a igreja e de frente para o Largo da Feira. Trata-se de um excelente exemplar, cuja época de construção data do séc. XVII. Foi edificado em 1640, tendo sofrido uma intervenção de recuperação em 1809. No ano de 1955 foi transferido de junto da igreja para o local actual.
Trata-se de um exemplar da arquitectura religiosa maneirista. É um cruzeiro de encruzilhada com base paralelepipédica moldurado, com fuste circular monolítico com entase e capitel toscano. Tem cruz latina de secção circular com remates em forma de botão.
 
Igrejas
 
Igreja - Abade de Vermoim

Ocupa uma área coberta de cerca de 204 m2, tem um desenho arquitectónico que traduz uma traça comum para a época em que foi construída.
A fachada principal é de linha simples, com óculo em forma cónica, o frontão é angular e decorado por uma cruz ladeada por dois pináculos, estes apresentam a forma de pirâmide com vértice.
O interior possui capela-mor, presbitério, coro-alto e ainda, a sacristia como complemento. O tecto do corpo é constituído por madeira em forma de berço, e a capela-mor em caixotões.
Para assinalar a data da sua implantação, bem como o pároco que presidia aos destinos da freguesia, gravaram no lintel da porta que comunica do exterior para a sacristia, o texto com o seguinte teor:

“EMANVEL ABARAVIO/RECTOR HVIVSEC-CLESIE/FECITANNOMDCCLIII” , que em linguagem erudita, significa: “Manuel de Araújo, Reitor desta Igreja. Fez o ano de 1753. “
 
Igreja de S. Salvador - Lagoa

A igreja paroquial da freguesia de Lagoa é um edifício constituído por uma nave quadrangular e uma abside também quadrangular.
Apresenta alguns elementos românicos, tais como, a cruz vasada em placa circular sobre a empena da abside que faz lembrar a cruz idêntica da igreja de Landim.
Pode conjecturar-se sobre a hipótese da existência de um templo rural modesto anterior ao séc. XIV ao qual teria sofrido uma reconstrução nos finais desse século. A esse edifício pertenceriam outros elementos entretanto retirados nas intervenções mais recentes.
Existem referências desde o Séc. XI á existência de um mosteiro, no topónimo Lagona. Como o próprio nome refere, tratava-se de uma terra alagadiça, que se estendia por um extenso vale banhado por um regato, características propícias á fixação das instituições monásticas que exploravam a terra.
 
Igreja de S. Cristóvão - Cabeçudos

Não se conhece ao certo o ano da sua fundação, no entanto há indícios que nos levam a crer que tem origem anterior a 1879. Sobre a porta principal existe um nicho com a estátua do padroeiro: S. Cristóvão, toda em pedra.
O interior é amplo e espaçoso, tem uma só nave. Na capela-mor fica o altar principal, onde se sobe por alguns degraus. Entre a capela-mor e o corpo da igreja existe um arco arredondado, em pedra lavrada, encimado por talha dourada onde predominam as imitações de conchas e festões.
 
Igreja do Mosteiro - Requião

Localizada na freguesia de Requião, esta igreja está relacionada com o mosteiro que aí existiu, o qual pertenceu aos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho e inicialmente foi dedicado a São Cristovão.
O mosteiro estava ligado á igreja através de um passadiço que actualmente não existe. São poucos os dados existentes sobre a sua história, mas era já referenciado no “Censual” do séc. XI e nas Inquirições de 1114, onde se fala “in Villa Riquilaris subtus castello Vermudi territórium bracarense discurrente ribulo Azeredi” ou nas de 1216 referindo-se ao “Monasterium de Requiam”.
No séc. XV e no arcebispado de D. Fernando Guerra, sabe-se que, em 1421, era prior D. Rodrigo Esteves e, pouco depois, Gonçalo Vasques, que, em 1433, passou a prior do Mosteiro de Oliveira.
Os dados existentes apontam o desmantelamento da comunidade de Requião nos anos seguintes a 1421, com a dispersão de alguns dos seus membros.
 
 
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