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Cultura e Turismo
O “bê-á-bá” do artesanato português aprende-se em Famalicão
    28-08-2017
    Há mais de duas décadas que, todos os anos, Irene Almeida sai de Coimbra e ruma até Vila Nova de Famalicão para participar na Feira de Artesanato e Gastronomia do concelho famalicense. “São alguns quilómetros, mas não consigo deixar de ir, vale a pena a viagem”, conta a artesã de 65 anos que, apesar de ser já uma habitué nestas andanças, ainda consegue surpreender os visitantes com os seus trabalhos feitos com recurso a materiais pouco usuais - escama de peixe e casca de cebola e alho.

    Este ano não será exceção e Irene volta a integrar a lista dos quase 100 artesãos que de 1 a 10 de setembro vão marcar presença no evento e mostrar ao vivo aquilo que têm de melhor. “Vender é claramente um dos objetivos, mas participo nesta feira acima de tudo porque as pessoas gostam do meu trabalho e pelo enorme prazer que tenho em explicar e mostrar o que faço”, refere.

    Na mesma situação está José Carlos Sousa, que já quase perdeu a conta aos anos que participa na feira. Para este artesão famalicense de 62 anos, mestre na arte do ferro forjado, a preparação para o certame faz-se com alguma antecedência. “Isto dá muito trabalho. As minhas férias são praticamente passadas a trabalhar”.

    E acrescenta: “Mais do que vender vou pelo prazer de fazer a feira e como há cada vez menos gente a trabalhar o ferro, vou também com a missão de mostrar esta arte”.

    Mas se há quem ande nisto há muitos anos, há também quem se estreie este ano na Feira de Artesanato e Gastronomia de Famalicão. Jerónimo Gaudêncio vem do Alentejo e vai mostrar pela primeira vez em Famalicão como se fazem as botas tradicionais alentejanas.

    Vem, explica, “por indicação de alguns clientes nortenhos” que lhe deram um bom feedback da Feira de Artesanato e Gastronomia de Famalicão, mas também pelo desejo que tem de levar a sua arte até ao Norte do país.

    Refira-se que à beleza e excelência do artesanato, a feira junta ainda os verdadeiros sabores e aromas da gastronomia nacional. Nas tasquinhas provam-se os tradicionais chouriços e presuntos, ricos queijos, os melhores doces, compotas, vinhos e licores. Tudo isto, num ambiente marcadamente popular animado pela presença de grupos folclóricos, cantares ao desafio e muita música tradicional portuguesa. Este ano, são cerca de duas dezenas e meia de espetáculos em dez dias, com referência para os concertos de Maria do Sameiro, banda Filtro, Vitor Jara, Pedra d’Agua, e para os espetáculos das escolas de dança.

    A Feira de Artesanato e Gastronomia de Famalicão vai já na sua 34.ª edição, é de entrada gratuita e decorre no antigo campo da feira semanal.
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