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Sexta, 18 de Maio de 2012
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Cultura
Inês Castel-Branco sobe ao palco da Casa das Artes com a peça “As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant”
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Casa das Artes _ Programação Janeiro 2012 1 Exposição de Pintura José Manuel Almeida Título: “Variantes: O Espaço Como Método” Foyer | de 16 de Janeiro a 28 de Fevereiro de 2012 Os trabalhos expostos visam, no essencial, o que já fora um pouco referenciado, quer pelo método, propósito/intenção e referência/referências/influências. O espaço como método aborda, então, uma pessoal metodologia de representação em que parte do espaço abstracto, indefinido e inexistente procura convergir para formas múltiplas que não cinjo a uma espécie de linha base temática específica dos trabalhos apresentados, mas, antes, a variantes de representação dentro de um único propósito: arquitecturas. Nestes trabalhos integram, então, obras menos recentes e, até, métodos de diferentes usos e aplicação de materiais, como: óleo, acrílico, vinil e jacto de tinta sobre tela. 6 Dezembro de 2011, José Manuel Almeida 2 O TEATRO E A ENVOLVENTE Concerto de Ano Novo Banda Filarmónica de V.N. Famalicão 14 de Janeiro | Sábado | 21h30| Grande Auditório Entrada: livre M/4 Duração: 60 m 3 Filipe Raposo Trio Apresentação ao vivo do CD First Falls JAZZ 20 de Janeiro| Sexta | 21h30| Grande Auditório Entrada: 8 euros M/4 Duração: 90 m www.myspace.com/filiperaposo Filipe Raposo Piano Yuri Daniel Contrabaixo e Fretless Vicky Marques Bateria Filipe Raposo, pianista e compositor, teve uma formação clássica, estudando piano no Conservatório Nacional de Lisboa e composição na Escola Superior de Música de Lisboa, mas rapidamente alargou os seus horizontes ao jazz, à música improvisada, à música popular ou mesmo ao fado. No domínio do jazz apresenta-se a solo ou como líder do seu trio, ou faz parte de grupos como o Trio de Yuri Daniel ou a Tora Tora Big Band. Mas Filipe tem também desenvolvido um intenso trabalho como compositor, arranjador e pianista, colaborando com grandes artistas como José Mário Branco, Fausto, Sérgio Godinho, Amélia Muge, Vitorino, Janita Salomé e muitos outros. First Falls é o seu primeiro álbum como líder. Nele revela a diversidade da sua formação e do seu percurso, sendo audíveis várias influências unificadas pela linguagem contemporânea da improvisação. No disco, e consoante os temas, o seu trio teve formações diferentes. Ora o integravam Carlos Bica no contrabaixo e Vicky Fernandes na bateria, ora Yuri Daniel no baixo fretless e Carlos Miguel na bateria. Todos músicos dos melhores da cena jazzística nacional e com quem Filipe Raposo desenvolve, desde há tempos, uma relação de grande cumplicidade e entendimento. No concerto desta noite, o Trio, tal como no álbum, apresentar-se-á nas suas duas formações. Um espectáculo que para uns será uma belíssima revelação e para outros a confirmação de um magnífico compositor e líder, em diálogo com músicos excepcionais. 4 Deolinda Acústico / Folclórica 21 de Janeiro| Sábado | 21h30| Grande Auditório Entrada: 20 euros M/4 Duração: 80 m www.myspace.com/deolindalisboa Dá-me a tua mão, sai de casa e vem para a rua: a música popular lisboeta rememorou os seus feitos, redescobriu alegria e candura num meio onde isso já parecia improvável, e até encontrou maneira de o expressar. E olha: tornou-se outra vez contagiante, fez-se outra vez entusiasmo, tornou-se outra vez popular. Ora cantar Lisboa – isto é, dizer, exaltar, louvar, poetar, gorjear um certo estado de espírito e uma certa maneira de estar e de conviver numa certa cidade – não é tarefa fácil. Por um lado trata-se de uma cidade onde cabe um país inteiro, cheio de particularidades. Por outro cantar é ofício antigo, já muito usado e abusado; coisa de artesão, e com tecnologia de outras eras. Mas as canções de Pedro da Silva Martins transmitem uma série de saborosos ingredientes que não dependem da tecnologia instrumental. Por exemplo: o empenhamento de um olhar atento, selectivo e consciente do espaço em que age. E certas outras qualidades desse olhar. Vivacidade, agilidade, afectividade; discernimento e sensatez num meio em que estes não abundam (e por isso disfarçados de sátira). Para além de uma peculiar alegria no entendimento – quando o olhar afinal se compõe e se pode exprimir por palavras, articular-se, numa linguagem fluida e escorreita, mas requintada e correctíssima. E se parece tão fácil quando se canta, provavelmente há duas razões para isso. A primeira e evidentíssima, é o nível de exemplaridade a que Ana Bacalhau está a saber levar a sua arte, feita respiração, timbre e prosódia em deolíndico corpo. A segunda, igualmente evidente a quem tiver ouvido atento, são as tessituras instrumentais que convocam e integram diversas formas musicais castiças, das antigas às recentes, com engenho mas sem artifícios. E com esses dois selos sucede a tal coisa: as canções tornam-se contagiantes, tornam-se entusiasmo, tornam-se populares. De súbito, toda a gente percebe quem é a Deolinda. A Deolinda és tu, é ela, sou eu. E o maior mastro do mundo é português! Falta o carimbo. Vai para a felicidade da ilustração e do tratamento gráfico, a fazer lembrar as folhas volantes, com as letras das canções em voga, que os cegos outrora vendiam nas ruas da Baixa e nas estações de comboio. Música para cegos? Bom ponto de vista para uma sátira. Desde que não caia em orelhas moucas… Ana Bacalhau Voz Pedro da Silva Martins Guitarra Luis José Martins Guitarra Zé Pedro Leitão Contrabaixo 5 AS LÁGRIMAS AMARGAS DE PETRA VON KANT de R.W. Fassbinder Teatro 28 de Janeiro| Sábado | 21h30| Grande Auditório Entrada: 12 euros M/12 Duração: 80 m No ano em que se assinalam os 40 anos da sua estreia em Darmstadt, a escolha desta peça acontece pela vontade em retirá-la dos anos setenta, onde foi fixada pelo cinema, e revê-la, quarenta anos depois, numa sociedade talvez igual ou talvez diferente. É essa a primeira motivação, testar, ainda sem uma certeza final, as mudanças, e sobretudo testar a profundidade dessas mesmas mudanças. Para o encenador/ realizador António Ferreira, (autor dos premiados filmes Esquece Tudo o que te Disse e Respirar Debaixo d’ Água), As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant é “uma história de amor, de masoquismo, de relações claustrofóbicas, de desespero, sempre no feminino. A história de uma mulher que está a aprender a amar…”. O espectáculo constitui a primeira incursão de António Ferreira no território da encenação de teatro sendo nuclear o estímulo que o enorme potencial cinematográfico do texto lhe propõe. De destacar ainda a presença na equipa artística de José António Tenente, como o figurinista a quem cabe a recriação do sofisticado e complexo universo da criação de moda que envolve Petra Von Kant. Com um elenco de excepção, este projecto reforça a colaboração de Custódia Gallego, sua protagonista e actriz de uma versatilidade rara, com o Teatro do Bolhão depois de Vulcão, de Abel Neves, e Ronda Nocturna, de Lars Norén. Encenação António Ferreira Figurinos José António Tenente Cenografia Luisa Bebiano Desenho de Luz José Carlos Gomes Sonoplastia Baltazar Gallego Elenco Custódia Gallego, Diana Costa e Silva, Inês Castel-Branco, Isabel Ruth, Paula Mora e Cláudia Carvalho. Co-produção: Teatro Nacional D. Maria II + ACE/ Teatro do Bolhão Cinema no Pequeno e Grande Auditório Cineclube da Joane 5 – POST MORTEM de Pablo LARRAIN Chile, Setembro de 1973. A história decorre durante os dias do golpe de Estado pelo general Augusto Pinochet contra o Governo de Salvador Allende. Mario Cornejo (Alfredo Castro) é um homem triste e solitário a trabalhar numa morgue de Santiago, onde transcreve os relatórios das autópsias. Nancy Puelma (Antonia Zegers), a sua vizinha, é uma corista de cabaret que se recusa a envelhecer. Um dia os caminhos de ambos cruzam-se e Mario apaixona-se irremediavelmente. Obcecado, segue a vida de Nancy, observando todos os seus passos. Até que, uma manhã, ele encontra a casa dela destruída. É então que, em desespero, passa a procurar o seu rosto em cada cadáver que chega à morgue. Até, finalmente, a encontrar... Terceira longa de Pablo Larraín, "Post Mortem" é o segundo tomo de uma trilogia dedicada aos anos negros da ditadura chilena (o primeiro foi "Tony Manero", em 2008). Título original: Post Mortem (Chile / México / Alemanha, 2010, 96 min.) Realização: Pablo Larraín Interpretação: Alfredo Castro, Antonia Zegers, Jaime Vadell, Amparo Noguera Classificação: M/12 Página Oficial: http://postmortemlapelicula.cl/ 11 (4.ª feira) – ALÉM DO AZUL SELVAGEM de Werner HERZOG (ciclo Werner Herzog – Até ao Fim do Mundo) Um extraterrestre relata a sua fuga de um planeta congelado numa galáxia longínqua; discorre sobre as tentativas de se estabelecer na Terra e por fim revela o seu conhecimento secreto, conseguido também pela CIA acerca de uma viagem em direcção oposta. Na busca por um novo habitat, cinco astronautas viajam pelo universo e exploram o planeta abandonado, “além do azul selvagem“. Quando retornam após 820 anos, a Terra está inabitada. Título Original: The Wild Blue Yonder (2005, 81 min.) Realização: Werner Herzog Interpretação: Brad Dourif; Donald Williams, Ellen Baker, Franklin Chang-Diaz Classificação: M/12 12 – LIÇÕES DA ESCURIDÃO + FATA MORGANA de Werner HERZOG (ciclo Werner Herzog – Até ao Fim do Mundo) LIÇÕES DA ESCURIDÃO Vários anos depois de “Fata Morgana”, Herzog volta a observar o deserto como uma paisagem com voz própria. Virtualmente desprovido de comentário, as imagens concentram-se no rescaldo da primeira Guerra do Golfo, especificamente nos incêndios dos campos de petróleo do Kuwait. Pouco antes da segunda Guerra do Golfo, tropas iraquianas incendiaram campos de petróleo e terminais durante sua retirada do Kuait. Herzog e seu cinegrafista tentam registrar o inconcebível, o apocalipse, através de suas imagens. Título Original: Lektionen in Finsternis (1992, 55 min.) Realização: Werner Herzog Classificação: M/12 FATA MORGANA Dividido em três capítulos: Criação, Paraíso e A Idade do Ouro. Contado por três diferentes narradores alemães: a historiadora de cinema Lotte Eisner, Eugen Des Montagnes, e Wolfgang von Ungern-Sternberg. O termo tomado para título, Fata Morgana, refere-se a miragens, e é um bom título para a obra filmada nos desertos do Norte de África. Trata-se de uma sucessão rítmica e musical de imagens e cenas curtas. Título Original: Fata Morgana (1970, 79 min.) Realização: Werner Herzog Interpretação: Wolfgang von Ungern-Sternberg, James Wiliam Gledhill, Eugen des Montagnes Narração: Lotte Eisner, W. Bächler, M. Eigendorf Classificação: M/12 19 – A NOSSA VIDA de Daniele LUCHETTI Claudio e Elena (Elio Germano e Isabella Ragonese) vivem num bairro periférico de Roma, têm dois filhos e um casamento feliz. Ele trabalha na construção civil e ela é mãe a tempo inteiro, estando grávida de um terceiro filho. Um dia, uma tragédia inesperada vem alterar o equilíbrio familiar. Cheio de uma raiva descontrolada e decidido a compensar os seus três filhos, Claudio decide arriscar tudo e dar uma volta às suas vidas. Porém, por mais que se esforce, ele não consegue reencontrar a paz de outrora e apenas o amor incondicional que o mantém unido à família o poderá ajudar a vencer o maior desafio da sua existência. Um drama realizado pelo italiano Daniele Luchetti (""Il Portaborse" e "O Meu Irmão é Filho Único") que esteve em competição pela Palma de Ouro na edição de 2010 do Festival de Cannes, onde Elio Germano arrebatou o prémio de melhor actor. Título original: La Nostra Vita Realização: Daniele Luchetti (França / Itália, 2010, 101 min.) Interpretação: Elio Germano, Raoul Bova, Isabella Ragonese, Luca Zingaretti, Stefania Montorsi Classificação: M/12 26 – A MINHA ALEGRIA de Sergei LOZNITSA Georgy (Viktor Nemets), um camionista russo, encontra no seu percurso todo o tipo de personagens peculiares ou sinistras e de histórias trágicas. Depois de se perder, quanto mais tenta encontrar o caminho de volta, compreende que os instintos de sobrevivência substituíram qualquer réstia de humanidade ou sentimento de compaixão. E, por mais que se esforce, nada o parece querer acordar daquele pesadelo. Apresentada a concurso em Cannes 2010, a primeira longa-metragem de ficção do documentarista bielorrusso Sergei Loznitsa foi considerada uma das revelações cinematográficas de 2010. O trabalho do cineasta é bem conhecido dos espectadores habituais do DocLisboa e foi alvo de uma recente retrospectiva na Culturgest. Título original: Schastye Moie (Alemanha/Ucrânia/Holanda, 2010, 127 min.) Realização: Sergei Loznitsa Interpretação:Viktor Nemets, Vladimir Golovin, Alexei Vertkov, Dmitri Gotsdiner Classificação: M/16 Página oficial: http://www.arpselection.com/info_film.asp?t01id=164
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