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Cultura
Grão-Mestre afirma que “muitos dos melhores profissionais do país foram ou são maçons”
    20-02-2012
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    “A Maçonaria não é um partido, um clube ou uma associação cultural, mas sim uma associação filantrópica e filosófica”. Foi com estas palavras simples mas esclarecedoras que o Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, Fernando Lima, iniciou a primeira de um ciclo de conferências que vão decorrer no Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão, sob o tema “Maçonaria em Portugal: do século XVIII ao século XXI”. E começou da melhor maneira, esta iniciativa promovida pela autarquia famalicense com a sala do Museu lotada por mais de uma centena de pessoas.

    Perante o olhar atento da assistência, Fernando Lima começou por explicar que apesar de existir ainda um grande preconceito em Portugal em relação à Maçonaria, “muitos dos melhores profissionais do país foram ou são maçons” e que “as maças podres são uma exceção”. Deu como exemplo o Serviço Nacional de Saúde e "as principais leis" do país, que foram criados por maçons, "mas estes, como são muito humildes, não andam com bandeiras a apregoar o que fizeram".

    Reconheceu que a maçonaria ainda é olhada "como algo pateticamente obsoleto e promotor de conspiração ou interesses inconfessáveis", mas sublinhou que é "a mais antiga instituição democrática do mundo". Garantiu ainda que "é proibido fazer política dentro da maçonaria" e que ele próprio não tem qualquer filiação partidária.

    O conferencista que foi convidado a debater o tema “A Maçonaria: instituição de saber ou de poder?”, frisou que “acima de tudo, a Maçonaria pretende combater a ignorância, na difusão dos valores humanos”.
    A iniciativa contou ainda com as presenças do vice-presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, e do coordenador científico do Museu Bernardino Machado, Norberto Cunha.

    Paulo Cunha explicou a pertinência do tema da Maçonaria, no âmbito das iniciativas promovidas pelo Museu Bernardino Machado. O responsável realçou o legado do pensamento de Bernardino Machado, especificando o caso concreto da pedagogia e de vanguarda. “O Museu é um espaço aberto e crítico, que está ao serviço de todos nós”, afirmou.

    Por seu turno, Norberto Cunha destacou a importância de mais este ciclo de debates, referindo que “o que está em causa é a divulgação das ideias e da cultura”. Norberto Cunha aproveitou ainda a oportunidade para anunciar a apresentação do II Tomo da Obra Política de Bernardino Machado, focando o respectivo Museu como sendo o lugar natural por excelência para a presença de Fernando Lima, lembrando que Bernardino Machado foi Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano entre 1895 a 1899.

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