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Mobilidade e Câmara
Duplicação e beneficiação da Nacional 14 vai avançar em Famalicão com a ajuda da Câmara Municipal
    11-07-2017
    A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão chegou a acordo com o Governo, através das Infraestruturas de Portugal, para uma comparticipação municipal para a duplicação da Estrada Nacional 14, entre a rotunda sul da Variante Nascente à cidade e o lugar de Vitória, em Calendário (Rotunda da Grocenter), e beneficiação do atual troço entre esta última e Santana, em Ribeirão. O acordo de gestão a celebrar entre as partes foi fechado hoje, 11 de julho, e cria todas as condições para o lançamento imediato do concurso público da empreitada por parte da Administração Central.

    Com o acordo estabelecido, a autarquia famalicense comparticipa com perto de um milhão de euros, 500 mil euros para a obra e sensivelmente outro tanto para os encargos com a implantação e reforço da iluminação pública na via e com a elaboração dos projeto e respetivo estudo de impacto ambiental, estes últimos já executados. A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão fica ainda com a responsabilidade pela conservação, manutenção e requalificação dos arranjos paisagísticos incluídos na intervenção.

    Paulo Cunha, Presidente da autarquia, sabe que não é comum uma autarquia canalizar verba do seu orçamento para uma obra que é responsabilidade do Estado, numa infraestrutura que é, e será, do Estado, “mas o interesse público assim o exige e as finanças da Câmara o permitem”.

    “É um esforço que fazemos em prol dos nossos cidadãos, das nossas empresas e da competitividade do nosso território”, refere. “Há muitas décadas que o problema do estrangulamento da Nacional 14 é conhecido e reconhecido no país por sucessivos governos, mas a sua solução tem vindo a ser sucessivamente adiada”, lembra Paulo Cunha. E acrescenta: “O avanço do processo não resolve os problemas das empresas localizadas no eixo Famalicão-Trofa-Maia, mas vai permitir maior fluidez às milhares de viaturas de passageiros e de mercadorias que diariamente atravessam a via e, estamos em crer, é o inicio do processo que levará à concretização do conjunto de intervenções previstas para a zona ao nível das acessibilidades”.

    A obra em causa refere-se a uma das fases do projeto apresentado pelo Governo em 2015 na Continental Mabor e respeita à intervenção a executar no atual traçado da via, entre Calendário e Ribeirão - duplicação em 1,5 Km e beneficiação em 2,5 Km.

    O Governo enquadra esta empreitada na execução da Melhoria das Acessibilidades às Áreas de Localização Empresarial, conforme oportunamente anunciado pelo Primeiro-Ministro de Portugal, António Costa, em fevereiro deste ano, com um valor estimado na ordem dos 5,5 milhões de euros.

    Para além desta intervenção, o projeto global apresentado em 2015 para a resolução do problema do congestionamento da Nacional 14 prevê a construção pela IP de uma circular à estrada N14 desde Ribeirão, passando pela Trofa até ao concelho da Maia, com uma nova travessia sobre o Rio Ave para ligação do trânsito ao acesso à autoestrada Porto-Braga (A3) e à ferrovia (Estação da Trofa).

    Para além desta alternativa à N14, o projeto acordado entre Governo, empresas e autarquias, também prevê a criação de duas novas estradas de acesso às áreas empresariais: uma de ligação à Zona Industrial de Sam, em Ribeirão, a partir da rotunda do Sr. dos Perdões (Lago Discount), em Ribeirão; e outra entre a nacional, desde o lugar de Ferreiros até Cabeçudos, estabelecendo a ligação à Zona Industrial de Lousado.

    Para já estas intervenções ficam ainda no papel, mas Paulo Cunha sensibiliza a Administração Central para a importância da sua execução. “Estas novas artérias são absolutamente decisivas para o trabalho e crescimento das muitas empresas sediadas na zona, entre as quais está a Continental Mabor de Lousado, uma das maiores exportadoras do país e uma das que mais contribui para o equilíbrio da nossa balança comercial”. “É de crucial importância para o país que o Governo coloque na sua lista de prioridades a execução do projeto na sua globalidade, porque só assim se criará condições para o crescimento da dinâmica empresarial na zona”.

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