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Cultura e Turismo
“Anima Mea” de Alexandre Conefrey para ver até maio na Ala da Frente
    11-02-2019
    Depois da Fundação Calouste Gulbenkian, do Centro Cultural de Belém, da Fundação de Serralves ou da Andrew Mummery Gallery, em Londres, os trabalhos de Alexandre Conefrey chegam agora à Ala da Frente, em Vila Nova de Famalicão.

    O artista lisboeta esteve no passado sábado, dia 9, no concelho famalicense para inaugurar “Anima Mea”, uma exposição que vai estar patente na galeria de arte contemporânea até dia 18 de maio.

    Comissariada por António Gonçalves, a exposição explora o confronto do artista com uma cadeia de impossibilidades do mundo interior e exterior, material e espiritual. Composta por 28 desenhos, a mostra remete para um universo da pintura de Brueghel, pintor Flamengo do Séc. XVI.
    Segundo António Goncalves, “o uso da linguagem do desenho e a exploração das expressividades do carvão suscitam uma particular atenção para as formas que surgem e se organizam em cada plano da folha de papel. Formas que partem das estruturas da torre e dos moinhos. Alusões, parecenças, revelações, aproximações, são repostas que se propõem nas manchas, nas linhas, nas texturas que Alexandre Conefrey plasma na folha de papel. É partir das quais que somos levados ao universo da simbologia, da presença do fazer histórico, em que cada autor deu por meio da imaginação sentido às formas que nos são familiares, mas nem sempre percetíveis.”

    Alexandre Conefrey nasceu em Lisboa em 1961, onde vive e trabalha. Fez o curso de desenho no Ar.Co, em Lisboa entre 1993 e 95 e foi bolseiro no Royal College of Art, em Londres. As suas obras estão presentes em diversas coleções: AR.CO; Caixa Geral de Depósitos, Lisboa; CAM, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Coleção António Cachola; Ministério dos Negócios Estrangeiros; Fundação Carmona e Costa; Coleção de Arte Fundação EDP; e diversas coleções privadas.

    A exposição propõe, assim, uma atenção à simplicidade do gesto e às suas potencialidades de expressão e investigação enquanto meio para reter as possibilidades da representação.

    Com entrada livre, as portas estão abetas de terça a sexta-feira, das 10h00 às 17h30 e aos fins-de-semana das 14h30 às 17h30.

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